sábado, 27 de março de 2010

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Técnicas da Psicanálise ajudam crianças a perderem o medo de dentista


Odontopediatra apresenta estudo inédito no qual conclui que o temor e o desconforto provocados em crianças pela cadeira de dentista podem ser facilmente superados com técnicas da psicanálise e da medicina psicossomática.
Por Evaldo Pighini  e Nora Ferreira - Revista Mercado, ano 4, n.27, fevereiro 2010 p.70-2.     

Criada por Sigmund Freud, a psicanálise vem sendo usada com sucesso por  uma odontopediatra brasileira para acabar com o medo que as crianças têm de dentista. Mas quem pensou em divã, cortinas pesadas e olhares sisudos, esqueça. Durante o tratamento dos problemas bucais de seus pequenos pacientes a profissional faz uso de brinquedos, desenhos, argilas e muita flexibilidade. Na cadeira de dentista, por exemplo, o motorzinho se transforma em um avião ou trenzinho, que, por meio da imaginação, conseguem levar a criança para além da sala do consultório.
            Essa nova forma de tratamento dentário aplicada em crianças compõe a monografia Experiências de Encantamento na Odontopediatria: a hipnose e as consultas Terapêuticas na Odontopediatria, de autoria da cirurgiã-dentista e psicanalista Sonia Pineda Vicente e que foi apresentada durante o 28º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (Ciosp), realizado entre o final de janeiro e início de fevereiro, em São Paulo. O trabalho de Sonia Pineda foi elaborado para curso de especialização em Psicopatologia e Saúde Pública da  Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).
Em sua monografia - desdobramento de sua tese de mestrado em Odontopediatria para a Faculdade de Odontologia da USP – a cirurgiã-dentista explica como as técnicas da psicanálise e os ensinamentos da Medicina Psicossomática podem ajudar crianças a perderem o medo de dentista. O estudo envolveu seis crianças, de 18 meses a 12 anos, e uma jovem esquizofrênica de 23 anos.
          Foram as muitas dificuldades encontradas nos consultórios dos dentistas que fizeram com que Sonia Pineda Vicente fosse buscar respostas na psicologia, na psicanálise, na arte terapia e na hipnose, técnicas e práticas que a ajudassem a lidar com crianças de difícil atendimento que, por causa do medo de dentista, inviabilizam o tratamento dentário.
            Uma das práticas encontradas pela odontopediatra é a técnica do Jogo do Rabisco, desenvolvida por Donald Woods Winnicott, pediatra e psicanalista britânico da segunda metade do século XX, que consiste em uma brincadeira na qual terapeuta e  paciente executam, alternadamente, traços livres. À medida que cada um modifica o rabisco do outro, um desenho vai ganhando forma. Dessa maneira, ela consegue não só a confiança do paciente, como também descobre conflitos internos com a interpretação desses desenhos. “Com essa técnica de encantamento, os conflitos vêm à tona muito mais rápido. O profissional conquista o paciente, alivia sua tensão e o deixa em um estado de relaxamento”, explica Pineda.
            Quando a criança chega à clínica, é levada a uma sala repleta de brinquedos, onde, afastada dos materiais odontológicos que a intimidam, ela pode desenhar, brincar em pequenos jardins japoneses, pintar quadros e até mesmo fazer esculturas com argila. Depois desse momento de desconcentração, a psicanalista consegue levar o paciente até a cadeira de dentista e realizar o tratamento. A consulta terapêutica, entretanto, não termina ali. “Enquanto faço meu trabalho, costumo cantar ou contar histórias utilizando meus instrumentos de trabalho”, explica a cirurgiã dentista e psicanalista que também é terapeuta comunitária. Por meio da técnica do “diga, mostre e faça”, ela explica passo-a-passo os procedimentos da consulta, envolve a criança e faz com que ela perca o medo.
            Além de tratar os pequenos, a psicanalista ajuda adultos com fobia ou algum tipo de trauma de dentista. Depois de curar esse medo, ela encaminha para outros profissionais para dar continuidade ao tratamento. Além do Jogo do Rabisco, as técnicas mais usadas são a do relaxamento e a da hipnose.
            Segundo Sonia Pineda, o pavor de dentista pode ter origem desde em uma consulta traumatizante, até em uma bagagem transgeracional, quando o medo é passado de geração para geração. “O importante é fazer o manejo e o tratamento do paciente odontopediátrico de forma eficaz e nunca traumática, tanto na clínica privada como nos serviços públicos”, explica Sonia Pineda Vicente. O intuito das consultas terapêuticas é possibilitar à criança uma relação tranqüila, de mútua satisfação, até com algo prazeroso na relação profissional-paciente. “Isso torna o retorno tranquilo para outros tipos de tratamentos que ela possa se submeter durante sua vida, evitando-se assim as condições fóbicas que presenciamos em tantos adultos que nos chegam ao consultório, ainda nos dias de hoje, por não terem recebido um tratamento apropriado quando criança”, conclui.
                                                  

domingo, 21 de março de 2010

Sem Medo de Dentista

Sem medo de dentista

 
http://www.istoe.com.br/reportagens/51770_SEM+MEDO+DE+DENTISTA.htm?
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Isto é - Medicina & Bem-estar - Edição n. 2102 - 19/02/2010 por Greice Rodrigues

Novo método usa desenhos e brinquedos para acabar com o temor das crianças na hora do tratamento.

 A primeira consulta pode ser decisiva para acentuar o pavor que crianças sentem do dentista

Cerca de 80% das crianças que vão pela primeira vez ao dentista sentem algum temor. Para tornar esse contato menos traumático, a odontologia está recorrendo à psicologia com o objetivo de criar técnicas que facilitem o atendimento dessa população. Uma delas, desenvolvida pela odontopediatra e psicanalista Sonia Pineda Vicente, de São Paulo, começa a ser aplicada com bom índice de sucesso. A nova terapia envolve o uso de métodos como o Jogo do Rabisco – modelo criado pelo pediatra e psicanalista britânico Donald Winnicott – e o manuseio de brinquedos em miniatura dispostos em um jardim japonês. Os dois instrumentos possibilitam à criança expressar o que sente sobre o contato com o dentista, permitindo uma abordagem precisa no tratamento (leia mais detalhes no quadro abaixo). “Eles facilitam o processo de compreensão e ajudam a estabelecer a confiança necessária para o atendimento”, afirma Sonia.
Foi só depois de passar por essa terapia que Lara Jolie, 6 anos, conseguiu terminar um tratamento. A primeira vez que a menina entrou no consultório chorou sem parar. Cena que se repetiu mais quatro vezes. “Mas hoje, quando vamos à dentista, ela faz desenhos e bilhetes para levar de presente”, diz a empresária Karina Hesser, mãe de Lara. Já com as irmãs Roberta Lovisi, 11 anos, Maria Eduarda, 8, e Ana Clara, 5, a reação era mais branda, embora elas também sofressem. Há seis meses, com o auxílio do novo método, ir ao dentista deixou de ser um tormento para elas. Nem mesmo o tão temido motorzinho – e seu barulho característico –, assusta mais. Na avaliação da especialista, muitos dos medos estão relacionados a experiências anteriores ruins ou a relatos de familiares sobre o pavor que sentem. Segundo ela, uma das técnicas usadas ainda hoje por odontologistas para impedir o choro, as mordidas ou os esperneios durante o atendimento é colocar a mão sobre a boca da criança. “Isso só amedronta ainda mais.”